SailGP revela plano ambicioso para 2030 e mira expansão para China, Japão e Índia

O SailGP anunciou, nesta quarta-feira (15), um plano estratégico de cinco anos que promete redesenhar o futuro do campeonato de vela mais veloz do mundo. Em declaração divulgada às vésperas da etapa de Portsmouth, marcada para os dias 25 e 26 de julho, o CEO da liga, Russell Coutts, detalhou a visão da SailGP para 2030: mais equipes, mais etapas e uma presença global ainda maior, com o objetivo declarado de transformar a competição em uma das principais propriedades esportivas e de entretenimento do planeta até o fim da década.

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Um plano de cinco anos para crescer

Segundo Coutts, a ideia central do projeto é ampliar de forma consistente tanto o número de equipes nacionais quanto a quantidade de etapas disputadas a cada temporada. A SailGP já se consolidou como um dos circuitos de vela mais assistidos do mundo, reunindo seleções em corridas de catamarãs voadores F50 dentro do formato batizado de “estádios costeiros” — provas disputadas próximas à costa, em frente a arquibancadas lotadas, que permitem ao público acompanhar de perto a velocidade e a tecnologia dos barcos.

Esse modelo, que já rendeu à liga etapas emblemáticas em praças como Sydney, Nova Zelândia, Halifax e a badalada parada carioca na Baía de Guanabara, deve ser mantido como identidade central da marca SailGP mesmo com o crescimento previsto no número de eventos anuais.

Novos mercados no radar

Um dos pontos mais comentados do anúncio é a intenção da SailGP de desembarcar em mercados ainda não explorados pelo calendário oficial. China, Japão, Índia, México e Coreia do Sul aparecem como destinos estratégicos no plano de expansão até 2030. A entrada nesses países representaria um salto significativo na presença global da liga, hoje concentrada principalmente em praças da Europa, Oceania, América do Norte e, mais recentemente, América do Sul, com o Brasil já integrando o calendário por meio da etapa do Rio de Janeiro.

Para uma competição que nasceu com a proposta de ser acessível e visualmente atraente até para quem não acompanha vela tradicionalmente, a chegada a esses novos territórios também é vista como uma forma de acelerar a popularização do esporte fora do eixo já consolidado de fãs náuticos.

Audiência em ascensão

Os números de audiência recente ajudam a explicar o otimismo da diretoria da SailGP em relação ao futuro. Em 2025, a liga registrou 215 milhões de espectadores em transmissões dedicadas ao redor do mundo — uma marca expressiva para um esporte que, até poucos anos atrás, ocupava um espaço relativamente nichado na mídia esportiva global.

Com base nesse crescimento, a projeção da SailGP para 2030 é ambiciosa: superar a marca de 30 milhões de telespectadores por evento individual. Caso o objetivo se confirme, o campeonato passaria a rivalizar em alcance com algumas das maiores competições esportivas do calendário internacional, reforçando o discurso de Coutts de que a vela de alta performance pode, sim, ocupar um espaço de destaque ao lado de modalidades tradicionalmente mais populares.

Portsmouth como próximo palco

O anúncio do plano para 2030 chega em um momento estratégico para a SailGP: faltando poucos dias para a etapa britânica de Portsmouth, nos dias 25 e 26 de julho, que deve reunir as equipes na costa sul da Inglaterra em mais uma disputa direta pelo topo da classificação geral da temporada. A escolha do momento não parece casual — ao vincular o anúncio de longo prazo a uma etapa de grande apelo popular, a liga reforça a mensagem de que o crescimento projetado para os próximos anos caminha lado a lado com o calendário competitivo já em curso.

O que esperar daqui para frente

Se os planos anunciados por Coutts se confirmarem, a próxima década deve trazer mudanças profundas para o formato que revolucionou a vela profissional nos últimos anos. Mais equipes, mais etapas, novos continentes no calendário e uma audiência em rota de expansão apontam para uma SailGP ainda mais ambiciosa. Para fãs do esporte náutico ao redor do mundo, inclusive no Brasil, a perspectiva agora é acompanhar de perto essa transformação, etapa após etapa, rumo a 2030.

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