Marina Itajaí Boat Show cresce 20% e reforça Itajaí como maior polo náutico do Sul do país

A quarta edição do Marina Itajaí Boat Show, realizada entre os dias 2 e 5 de julho, consolidou de vez a cidade catarinense como o principal polo náutico do Sul do Brasil. O evento reuniu cerca de 20 mil visitantes e mais de 100 marcas expositoras, um crescimento de 20% em relação à edição anterior — números que confirmam a força crescente do salão náutico no calendário nacional do setor.

Marina Itajaí Boat Show cresce 20% e reforça Itajaí como maior polo náutico do Sul do país

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Um salão em expansão

O crescimento de 20% no público em relação à edição passada é um dos indicadores mais claros da consolidação do Marina Itajaí Boat Show como um dos principais eventos náuticos do país. Com mais de 100 marcas expositoras espalhadas pela estrutura do evento, o salão se firmou como vitrine obrigatória para quem acompanha o mercado de embarcações no Brasil — tanto para o público final quanto para profissionais do setor em busca de lançamentos e tendências.

Ao longo dos quatro dias de evento, mais de 70 embarcações ficaram expostas, incluindo iates de luxo avaliados em mais de R$ 70 milhões — um indicativo de que o salão catarinense também tem conquistado espaço entre o público de altíssimo padrão, historicamente mais concentrado em eventos do Sudeste do país.

Test-drive na água e experiência para o comprador

Um dos diferenciais da edição deste ano foi a possibilidade de testar as embarcações diretamente na água: cerca de 40 modelos estiveram disponíveis para test-drive durante os quatro dias de Marina Itajaí Boat Show. A experiência prática é vista como um fator decisivo na hora de fechar negócio, especialmente em um mercado no qual a decisão de compra costuma envolver valores elevados e um processo de avaliação mais criterioso por parte do comprador.

Essa combinação entre variedade de marcas, volume de embarcações expostas e possibilidade de teste real ajudou o evento a atrair compradores de diferentes regiões do país — o salão registrou vendas para clientes vindos de Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e do próprio Santa Catarina, reforçando o alcance nacional que o Marina Itajaí Boat Show já conquistou em apenas quatro edições.

Itajaí, a capital náutica do Sul

Os números da edição 2026 reforçam um dado que já vinha se consolidando nos últimos anos: Itajaí responde por aproximadamente 35% de toda a produção nacional de embarcações, posição que faz da cidade catarinense um polo industrial estratégico para o setor náutico brasileiro. Essa concentração produtiva ajuda a explicar por que o Marina Itajaí Boat Show tem crescido edição após edição — a proximidade entre estaleiros, fornecedores e o próprio evento cria um ecossistema favorável tanto para expositores quanto para visitantes.

Com esse cenário, a expectativa do setor é que o salão continue em trajetória ascendente nos próximos anos, acompanhando o próprio crescimento da indústria náutica nacional, que tem em Itajaí um de seus principais motores.

Compradores de várias regiões do país

A vinda de compradores de estados como Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e do próprio Santa Catarina para fechar negócio em Itajaí mostra que o Marina Itajaí Boat Show deixou de ser apenas um ponto de encontro regional para se tornar um destino de compra relevante em escala nacional. Para o comprador que viaja de outros estados especificamente para o evento, a proposta de reunir mais de 70 embarcações, dezenas delas disponíveis para test-drive, em um único endereço reduz o tempo de pesquisa e facilita a comparação entre marcas antes da decisão final.

Esse movimento também beneficia diretamente os expositores: concentrar em quatro dias um público qualificado, disposto a viajar e já em fase avançada de decisão de compra, é um dos fatores que explicam por que cada vez mais marcas do setor náutico brasileiro escolhem Itajaí como palco para lançamentos e negociações.

Um evento que já é referência no calendário náutico

Com 20 mil visitantes, mais de 100 marcas e mais de 70 embarcações expostas — entre elas iates de altíssimo padrão —, a quarta edição do Marina Itajaí Boat Show deixa claro que o evento já não é apenas um salão regional, mas uma referência para todo o mercado náutico brasileiro. A combinação entre volume de público, qualidade dos expositores e a força industrial da própria cidade de Itajaí sugere que o crescimento de 20% registrado nesta edição não deve ser um caso isolado, mas parte de uma trajetória consistente de fortalecimento do evento como um dos mais importantes do país para quem vive — ou sonha viver — o universo náutico.

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Correção: o dado de produção nacional é do estado, não só de Itajaí

Vale um esclarecimento importante sobre a força industrial da região: o dado mais preciso, segundo levantamentos do setor, é que Santa Catarina — o estado, não apenas o município de Itajaí isoladamente — responde por cerca de 65% de toda a produção brasileira de barcos de esporte e lazer, além de 90% das exportações nacionais do segmento. Itajaí concentra boa parte dessa produção estadual, o que já basta para justificar seu protagonismo no calendário náutico nacional, mas o percentual de 65% se refere ao estado catarinense como um todo, e não a uma fatia isolada da cidade.

Essa força industrial catarinense também já rendeu lançamentos globais no próprio litoral do estado: em edições recentes do calendário náutico local, modelos como a Ferretti Yachts FY1000 e a Azimut 25 Grande Metri tiveram apresentação mundial em embarcações fabricadas em Itajaí — um indicativo de que a cidade não é apenas polo de vendas, mas também de manufatura de embarcações de alto padrão reconhecidas internacionalmente.

Por que test-drive na água pesa tanto na decisão de compra

Diferente de outros bens de consumo de alto valor, uma embarcação é comprada, na prática, para uma experiência sensorial específica: a forma como o barco se comporta na água, o conforto em diferentes condições de mar e a sensação de pilotagem raramente são bem transmitidos apenas por especificações técnicas em uma ficha de produto. Por isso, salões que oferecem test-drive real, como o Marina Itajaí Boat Show, tendem a converter visitantes em compradores com mais eficiência do que exposições estritamente estáticas — um fator que ajuda a explicar por que o formato de test-drive se tornou um diferencial cada vez mais valorizado entre os grandes salões náuticos do país.

O ecossistema náutico ao redor de Itajaí

A concentração de estaleiros, fornecedores de peças, prestadores de serviço e mão de obra especializada ao redor de Itajaí cria um efeito de escala que beneficia diretamente eventos como o Boat Show: fabricantes conseguem apresentar lançamentos com custo logístico menor, compradores encontram mais opções concentradas numa única viagem, e prestadores de serviço locais ganham visibilidade junto a um público qualificado que normalmente não visitaria a região fora do período do evento. Esse tipo de ecossistema — parecido com o que acontece em polos industriais de outros setores, como automotivo ou de eletrônicos — tende a se autorreforçar: quanto mais forte o polo produtivo, mais atrativo o evento se torna, e quanto mais forte o evento, mais visibilidade o polo produtivo ganha para novos investimentos.

O que esperar das próximas edições

Com quatro edições consecutivas de crescimento e a confirmação de que Santa Catarina concentra boa parte da produção náutica nacional, a tendência natural é que o Marina Itajaí Boat Show continue ganhando peso no calendário de eventos do setor, disputando espaço com salões tradicionais do Sudeste do país. Vale acompanhar se a próxima edição mantém o ritmo de crescimento de público e expositores, e se novos lançamentos globais de fabricantes instalados na região — como já aconteceu com a Ferretti Yachts e a Azimut — voltam a ter Itajaí como palco de estreia mundial.

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