O SailGP é a liga de vela de alta performance mais emocionante do mundo. Com barcos que atingem 100 km/h sobre a água e uma disputa acirrada entre as maiores nações do esporte náutico, o campeonato transformou a vela em um espetáculo comparable à Fórmula 1 — e chegou ao Brasil em 2026.
O que é o SailGP
O SailGP foi fundado em 2018 por Larry Ellison e Russell Coutts com o objetivo de criar a liga de vela mais rápida, mais competitiva e mais acessível ao público. Diferente das grandes regatas oceânicas tradicionais, o SailGP acontece em águas costeiras, perto das cidades, permitindo que os espectadores assistam de perto às manobras radicais dos times.
A competição reúne equipes nacionais — como Austrália, Nova Zelândia, EUA, Grã-Bretanha, França, Dinamarca, Suíça, Espanha, Canadá e Brasil — que disputam etapas ao redor do mundo. Ao final da temporada, as melhores equipes avançam para uma grande final para decidir o campeão mundial.
Como são os barcos F50 e o foiling
O catamarã F50 é a joia tecnológica do SailGP. Com 15 metros de comprimento e estrutura em fibra de carbono, o barco pesa apenas 870 kg — mas é capaz de elevar seu casco completamente para fora da água graças ao fenômeno chamado foiling.
O foiling funciona como a asa de um avião, mas submersa. Com a velocidade, os hydrofoils (apêndices em formato de asa) geram sustentação suficiente para levantar o catamarã inteiro acima da superfície. O resultado? Velocidades que chegam a 100 km/h em condições de vento forte, com praticamente zero atrito com a água.
Cada barco é tripulado por cinco atletas altamente especializados, incluindo um piloto, dois trimistas de vela rígida e dois responsáveis pelos hydrofoils. A coordenação é cirúrgica — um erro de milissegundos pode custar a posição na regata ou até derrubar o barco.
Formato das regatas e pontuação
Cada etapa do SailGP tem duração de dois dias. No primeiro dia, as equipes disputam regatas preliminares em formato de mata-mata e rondas classificatórias. No segundo dia, as quatro melhores equipes avançam para a grande final da etapa, com pontuação extra para o vencedor.
O percurso é em formato de triângulo ou windward-leeward — um circuito que exige que os barcos virem múltiplas vezes, testando a tática dos pilotos e a potência das equipes. As largadas são simultâneas, com todos os barcos em alta velocidade cruzando a linha de partida ao mesmo tempo — e os choques são parte do espetáculo.
Times, nações e a equipe do Brasil
Em 2026, o Brasil entrou oficialmente no SailGP com uma equipe nacional, consolidando o país como potência náutica crescente. Liderada por velejadores brasileiros de alto nível, a equipe compete com o mesmo barco F50 utilizado pelas demais nações — garantindo igualdade de condições e destacando o talento humano acima de qualquer vantagem tecnológica.
Outras equipes de destaque incluem a Austrália (atual bicampeã), Nova Zelândia (parceira da Oracle e detentora de múltiplos títulos da Copa América) e a Grã-Bretanha, liderada por Ben Ainslie — o velejador olímpico mais bem-sucedido da história.
Por que o SailGP está chegando ao Brasil
A Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, é um dos palcos náuticos mais icônicos do mundo — cenário dos Jogos Olímpicos de 2016 e agora também do SailGP 2026. A combinação de ventos constantes, visibilidade do Cristo Redentor ao fundo e infraestrutura moderna fez do Rio a escolha perfeita para uma etapa sul-americana.
Para o Brasil, receber o SailGP é mais do que um evento esportivo: é a confirmação de que o país tem peso no cenário náutico global. Com a crescente base de velejadores, marinas modernas e uma cultura marítima sólida, o SailGP no Brasil promete deixar um legado duradouro para o esporte.